Legislador líbio acusa Al-Qaeda por ataque a consulado

O presidente do novo congresso nacional da Líbia, Mohamed Al-Magarief, acusou militantes ligados à Al-Qaeda de planejarem o violento ataque contra o consulado norte-americano na cidade de Benghazi, levantando dúvidas sobre se o ataque que matou quatro norte-americanos foi um protesto espontâneo que se tornou violento.

AE, Agência Estado

15 de setembro de 2012 | 16h53

A declaração de Al-Magarief, que foi ao ar na sexta-feira (14), durante entrevista à emissora de televisão Al-Jazeera, foi a primeira de uma autoridade líbia implicando a rede terrorista nos eventos caóticos que elevaram as tensões no Oriente Médio.

Autoridades norte-americanas disseram ao Wall Street Journal na sexta-feira que investigam indícios de que um grupo local de militantes líbios conversaram na terça-feira com extremistas da Al-Qaeda sobre o ataque daquele dia contra o consulado, o primeiro sinal de uma possível coordenação entre combatentes locais e o movimento terrorista.

Já autoridades de segurança líbias em Benghazi têm sido cautelosas em relação a uma conclusão apressada sobre o incidente, embora disseram que suspeitam que membros do Ansar al Sharia e de outros grupos tenham participado do ataque à representação diplomática. Porém, alguns agentes de segurança disseram não haver evidências de que organizações militantes tenham ordenado um ataque específico contra diplomatas norte-americanos.

Condenação

O líder espiritual saudita (ou mufti), xeque Abdelaziz al-Sheikh, condenou neste sábado (15) os violentos protestos contra o filme "Inocência dos Muçulmanos", produzido nos Estados Unidos. O mufti também condenou a disseminação do filme, que ele considerou um "ato criminoso", mas pediu aos manifestantes que "não transformem protestos legítimos em atos de provocação não autorizados". A declaração foi feita em comunicado citado pela agência oficial de notícias SPA.

"Tais atos danificam a religião muçulmana, não são permitidos por Deus e são incompatíveis com os ensinamentos do profeta" Maomé, disse ele. Ele disse que os que promovem o filme têm como meta "afastar os muçulmanos de seus objetivos, que é construir seus países, reforçar sua unidade e buscar o desenvolvimento". "A melhor resposta dos muçulmanos para tais ataques é seguir com o desenvolvimento e construir seus países", declarou ele. As informações são da Dow Jones.

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