Lei antigay em Uganda é passo para trás, diz Obama

O presidente norte-americano, Barack Obama, alertou neste domingo que a aprovação da lei antigay em Uganda complicaria a relação entre os dois países. Segundo Obama, a lei que o presidente Yoweri Museveni pretende assinar representa "um passo para trás" para todos os ugandenses e não reflete o comprometimento do país de defender os direitos humanos. Nos últimos anos, os Estados Unidos enviaram mais de US$ 400 milhões em ajuda anual ao país.

AE, Agência Estado

16 de fevereiro de 2014 | 19h13

Obama disse que os EUA defendem a proteção de liberdades fundamentais e de direitos humanos universais, e acreditam que todas as pessoas deveriam ser tratadas igualmente. "É por isso que estou tão decepcionado com a promulgação da lei que vai criminalizar a homossexualidade em Uganda", disse em comunicado. Quando aprovada, a lei "será mais do que uma afronta e um perigo para a comunidade gay em Uganda, será um passo para trás para todos os ugandenses".

A homossexualidade já é considerada ilegal em Uganda devido a uma lei do período colonial que criminaliza atos sexuais "contrários à ordem da natureza".

Museveni disse na semana passada que pretende assinar a nova legislação, o que alarmou ativistas. A lei prevê prisão perpétua em casos "mais graves de homossexualidade". A definição engloba, por exemplo, atos sexuais em que um dos parceiros seja HIV positivo, sexo com menores de idade e reincidência de atos sexuais proibidos entre adultos.

Ainda não se sabe quando Museveni assinará a lei, aprovada por legisladores em dezembro. A medida tem grande apoio entre clérigos cristãos e parlamentares. Segundo eles, a lei é necessária para impedir que homossexuais do Ocidente "recrutem" crianças de Uganda. Fonte: Associated Press.

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