Lei bane funcionários que trabalharam com Kadafi

O Parlamento da Líbia aprovou uma lei que exclui dos cargos do Legislativo funcionários que ocuparam alguma função durante o governo do ex-ditador Muamar Kadafi. A votação ocorreu sob a pressão de milícias armadas, que cercaram o prédio do Congresso-Geral Nacional. O projeto, apelidado de Lei do Isolamento Político, pode, efetivamente, demitir muitos dos atuais líderes da Líbia, independentemente do papel que tiveram durante a revolta de 2011, que derrubou Kadafi do poder. A votação no Congresso foi esmagadoramente a favor da lei, com 115 votos favoráveis à aprovação.

AE, Agência Estado

05 de maio de 2013 | 17h00

O porta-voz parlamentar, Omar Humeidan, disse, após a transmissão ao vivo dos votos, que uma comissão será formada para acompanhar os cargos que serão afetados. O chefe do Congresso, Mohammed al-Megarif, que pode ser deposto, foi a principal ausência da votação. O atual primeiro-ministro, Ali Zidan, que serviu como diplomata no governo de Kadafi, também está entre os afetados pela lei. As informações são da Associated Press e da Dow Jones.

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