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O estado de emergência na Síria foi estabelecido em março de 1963 com o argumento de que era necessário por causa do conflito com Israel. Na época, as colinas do Golã ainda não haviam sido ocupadas, Bashar al-Assad não tinha nascido, seu pai, Hafez, ainda estava distante do poder e as Guerras dos Seis Dias e do Yom Kippur, contra os israelenses, ocorreriam anos depois.

Gustavo Chacra, O Estado de S.Paulo

28 de março de 2011 | 00h00

Nestas quase cinco décadas, os sírios têm vivido em uma espécie de AI-5. O regime pode prender quem quiser sem ordem judicial, proibir manifestações, censurar a imprensa e restringir partidos políticos. Milhares de pessoas, segundo a Anistia Internacional, foram torturadas e mortas ao longo dos anos. O caso mais célebre foi a repressão contra opositores radicais islâmicos na cidade de Hama, em 1982, quando, segundo estimativas independentes, as tropas sírias mataram cerca de 20 mil pessoas.

A regra em Damasco, Aleppo e outras cidades sírias é viver sem se intrometer em questões políticas. Muitos comerciantes, mesmo sem simpatizar com Assad, colocam fotos do presidente em suas lojas para evitar que a polícia os importune. Na capital síria, ainda é difícil encontrar jornais libaneses que critiquem Assad. Em 2005, o governo havia prometido levantar o estado de emergência, mas nunca implementou a decisão. Céticos dizem que não será diferente agora.

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