Lei do Perdão consegue rendição de 70% dos terroristas argelinos

Cerca de 70% dos terroristas em atividade na Argélia entregaram as armas para se beneficiar da "Lei do Perdão", afirmou a Comissão Nacional de Proteção dos Direitos Humanos (CNPDH), segundo o jornal "L´Expresion".O jornal cita declarações feitas na sexta-feira pelo presidente da Comissão, Farouk Ksentini. Ele considerou o índice de rendições positivo.Os terroristas se beneficiam das disposições da "Carta da Paz e Reconciliação", também conhecida como "Lei do Perdão". O texto prevê a anistia para quem se render e entregar suas armas.O prazo da Carta venceu no fim de agosto. Mas o presidente da Argélia, Abdelaziz Bouteflika, pode prorrogar o limite, disse publicamente o primeiro-ministro, Abdelaziz Beljadem.A lei contém disposições de ajuda financeira para as famílias das vítimas do terrorismo, assim como para as dos terroristas, o que causou protestos.Segundo o Governo, 51 mil famílias de terroristas solicitaram indenizações. Já foram pagas até agora 6.952.Ksentini revelou também que as autoridades mantêm contatos com os terroristas que não se renderam. O objetivo é conseguir a adesão de todos a curto prazo.Teoricamente, quem se render agora não poderá se beneficiar da anistia. Mas na prática é o que vai acontecer, na opinião do próprio ministro do Interior, Yazid Zerhuni.O ministro disse recentemente no Parlamento que "se um terrorista disser que quer se render, não podemos responder que volte à montanha porque o prazo já venceu ".

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