Lei francesa poderá proibir barbas e bandanas na escola

A batalha francesa para manter a religião fora das escolas entrou em novo território, depois que um ministro do governo levantou a questão da proibição do uso de barbas e bandanas nas escolas, como corolário da proibição dos véus islâmicos, quipás judaicos e cruzes cristãs. Lideranças muçulmanas criticaram a nova proposta, considerada ?absurda? até mesmo por educadores.O novo desdobramento no debate da proibição de símbolos religiosos nas escolas surgiu na terça-feira, quando o ministro da Educação Luc Ferry disse que o plano proposto poderia ser entendido como um veto a símbolos menos evidentes, como pêlos faciais e a discreta bandana que algumas mulheres islâmicas usam como alternativa ao véu.O comentário de Ferry foi feito durante um debate no Parlamento sobre as palavras exatas da lei que proibirá os símbolos religiosos. Legisladores se perguntavam se deveriam ser proibidos os símbolos ?evidentes? ou os ?visíveis?.A interpretação de Ferry chocou os franceses. ?Esse exercício tornou-se absurdo. Totalmente absurdo?, disse Daniel Robin, presidente do maior sindicato francês de professores secundários. Os professores é que terão de fiscalizar a aplicação da lei.

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