Lei restringe liberdade religiosa na Bielo-Rússia

O presidente Alexander Lukashenko sancionou uma lei que reforça a posição de poder da Igreja Ortodoxa Russa na Bielo-Rússia, e restringe as atividades de grupos religiosos minoritários. A assessoria de Lukashenko emitiu nota afirmando que a lei, que vem atraindo críticas, tem por objetivo ?evitar a expansão de seitas destrutivas e do ocultismo?.Defensores dos direitos humanos disseram que a lei é discriminatória. O Instituto Keston, que acompanha questões relativas à liberdade de culto nas ex-repúblicas soviéticas, chamou o novo ato de ?a lei religiosa mais repressora da Europa?.A lei proíbe a prece organizada de comunidades religiosas com menos de 20 pessoas e proíbe grupos religiosos com menos de 20 anos de presença no país de publicar material ou estabelecer missões. ?Essa lei joga os protestantes da Bielo-Rússia de volta na ilegalidade?, disse Nikolai Sinkovets, bispo da igreja Cristã Batista Evangelista. O rabino Sender Uritsky também criticou a lei, dizendo que ela criará sérios problemas para os judeus.O presidente Lukashenko, que se proclama um ?ateu russo ortodoxo?, esmagou a oposição e a liberdade de imprensa, tornando-se um renegado perante o Ocidente. Ele demonstra grande saudade da União Soviética, e vem mantendo ou reativando diversas instituições do período comunista.

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