Leis favorecem agentes que estão sob risco

As pessoas que se manifestaram nas ruas de Ferguson nas últimas duas semanas pedem a prisão do policial branco que atirou em um jovem negro desarmado, mas ele pode nem mesmo vir a ser processado criminalmente, disse ao Estado Laurie Levenson, professora da Faculdade de Direito Loyola, de Los Angeles.

FERGUSON, EUA, O Estado de S.Paulo

24 de agosto de 2014 | 02h04

"Eu sei que todo mundo nas ruas quer que esse policial seja processado, mas não está claro para mim que houve um crime. Acho que nós temos de nos acalmar e esperar o resultado da investigação", observou.

Segundo ela, ainda não há informações suficientes sobre o que ocorreu no dia 9, quando o policial Darren Wilson disparou seis tiros contra Brown. Testemunhas sustentam que o jovem de 18 anos tentava se render, enquanto outras afirmam que ele corria de forma ameaçadora na direção do policial.

De acordo com Levenson, é muito difícil que policiais sejam processados nos EUA pela morte de suspeitos no exercício de suas funções. "Muitas vezes, os policiais têm de tomar decisões muito rápidas e, para processá-los, é necessário demonstrar que eles sabiam que estavam tomando decisões equivocadas."

O procurador do condado de Saint Louis, onde está localizada a cidade de Ferguson, decidiu levar o caso a um grande júri. São necessários 9 votos dos 12 integrantes do júri para o início da ação. / C.T.

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