Arquivo/AP
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Lembrem-se da marcha, diz Obama a estudantes

Presidente participa de debate na Carolina do Sul e pede que jovens se inspirem no legado deixado pela luta pelos direitos civis nos anos 60

O Estado de S.Paulo

07 Março 2015 | 02h03

COLUMBIA,  CAROLINA DO SUL - O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, pediu ontem em um debate com estudantes em uma universidade na Carolina do Sul que a juventude americana honre o legado da luta pelos direitos civis no país.

O discurso do primeiro presidente negro da história dos Estados Unidos foi feito na véspera do aniversário de 50 anos da Marcha de Selma, um dos principais episódios da luta contra o racismo no país. 

Obama deve liderar as cerimônias em homenagem a marcha hoje no Alabama. Há 50 anos, a polícia espancou centenas de pessoas que marchavam da cidade a Montgomery em protesto por seu direito de votar. O protesto abriu caminho para a aprovação da Lei do Direito ao Voto, no mesmo ano. 

"Selma não é sobre comemorar o passado. É sobre honrar os heróis que ajudaram a mudar o país com as ações de vocês hoje. Aqui e agora", disse o presidente no debate organizado na Faculdade Benedict, em Columbia, Carolina do Sul. "Selma é agora."

As declarações de Obama sobre o tema ocorrem dois dias depois de o Departamento de Justiça arquivar uma denúncia de racismo contra o policial branco que matou um jovem negro no Missouri em agosto do ano passado, fato que provocou protestos da comunidade negra em diversos Estados. 

O policial que atirou no adolescente negro Michael Brown era branco e não foi indiciado pela Justiça do Missouri pelo crime. Na semana passada, o Departamento de Justiça decidiu não levar o caso a cortes federais. "Não acredito que isso ocorra em todo o país, mas não é um incidente isolado", disse Obama sobre a morte de Brown. "Acho que há circunstâncias nas quais a confiança entre a comunidade e a polícia foi quebrada."

Sobre o aniversário da Marcha de Selma, o presidente pediu que os jovens de hoje espelhem-se no desejo de ação dos ícones da luta contra o racismo de 50 anos atrás. "Foram jovens que teimosamente insistiram na justiça e recusaram-se a aceitar o mundo como ele era que transformaram o país", acrescentou o presidente. / AP

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