Miguel Gutiérrez/EFE
Miguel Gutiérrez/EFE

Leopoldo López e família se deslocam para Embaixada da Espanha em Caracas

Família havia buscado refúgio na representação chilena mais cedo, onde foram recebidos na condição de 'hóspedes'

Redação, O Estado de S.Paulo

30 de abril de 2019 | 18h28
Atualizado 30 de abril de 2019 | 22h31

SANTIAGO - O líder opositor venezuelano Leopoldo López, libertado nesta terça-feira, 30, de sua prisão domiciliar por militares que apoiam Juan Guaidó, se transferiu com a mulher e um de seus três filhos da Embaixada do Chile em Caracas para a da Espanha, informou a chancelaria chilena.  A família havia buscado refúgio na representação chilena mais cedo, onde foram recebidos na condição de "hóspedes". 

"Lilian Tintori e Leopoldo López - de ascendência espanhola - se transferiram para a Embaixada da Espanha. Foi uma decisão pessoal, considerando que nossa  embaixada já tinha hóspedes", informou o chanceler chileno, Roberto Ampuero.

 

Preso em 2014, López cumpria desde 2017 sob prisão domiciliar uma sentença de quase 14 anos de regime fechado, por incitar protestos violentos contra o governo Maduro.

No início da rebelião nesta terça-feira contra o presidente, Guaidó apareceu em La Carlota, a principal base aérea no país, com um pequeno grupo de uniformizados e Leopoldo López, que disse ter sido "libertado" pelos militares de sua prisão domiciliar.

Na mesma residência diplomática do Chile em Caracas, o parlamentar opositor Freddy Guevara é mantido como "hóspede" há um ano e cinco meses.

 

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Cinco outros juízes venezuelanos também foram recebidos na residência chilena, mas conseguiram deixar o país. Atualmente, encontram-se no Chile, sob asilo político. 

O Chile faz parte do Grupo de Lima, que nesta terça-feira anunciou uma reunião de emergência. Criado em 2017 por uma dúzia de países da América, incluindo o Canadá, o grupo procura uma solução pacífica para a crise na Venezuela. / AFP e EFE 

 

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