Federico Parra / AFP
Federico Parra / AFP

Leopoldo López não descarta uma intervenção militar na Venezuela

Para o Líder opositor, intervenção militar é uma opção que ainda está presente entre a oposição ao governo de Nicolás Maduro, por se tratar de uma alternativa legal que, segundo ele, contempla a Constituição.

Redação, O Estado de S.Paulo

03 de maio de 2019 | 05h55

CARACAS - O líder opositor Leopoldo López afirmou na última quinta-feira, 2, que a intervenção militar na Venezuela é uma opção que ainda está presente entre a oposição ao governo de Nicolás Maduro, por se tratar de uma alternativa legal que, segundo ele, contempla a Constituição.

"Não descartamos nenhum cenário que esteja dentro da Constituição e onde a Constituição preveja que isso é uma possibilidade. Espero que não tenhamos que chegar a esse ponto, mas não descartamos, pois é constitucional, porque a liberdade é a condição para tudo", afirmou o líder do partido Vontade Popular (VP).

Para López, que saiu da prisão dominiciliar no começo da semana, mas teve ordem de prisão emitida pelo Tribunal Supremo de Justiça (TSJ) da Venezuela na última quinta, os problemas do país não serão resolvidos até que "a liberdade seja conquistada". "E seremos nós, os venezuelanos, que alcançaremos a cessação à usurpação. Devemos agradecer e reconhecer o apoio que temos recebido da comunidade internacional. O presidente Juan Guaidó foi reconhecido por 58 países. Não houve uma coalizão internacional a favor de uma causa de libertação com tanto apoio internacional desde a Segunda Guerra Mundial", afirmou.

López disse que "não há nada que impeça utilizar as ferramentas legais constitucionais para tentar conseguir a liberdade, pois a liberdade na Venezuela é medida com mortes". Sobre o apoio que a oposição tem entre os militares, afirmou que grande parte dos representantes das Forças Armadas está do lado dos opositores.

Apesar de não descartar uma intervenção militar internacional, o líder opositor venezuelano insistiu que "tem que ser um processo pacífico, sem recorrer à violência, mas que precisa contar com a força do povo e dos militares"./ EFE

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