Giuseppe Lami/Efe
Giuseppe Lami/Efe

Letta avança na formação de novo governo da Itália

Primeiro-ministro designado pelo presidente Napolitano pode anunciar seu ministério até domingo

Reuters,

26 de abril de 2013 | 12h27

ROMA - O primeiro-ministro designado da Itália, Enrico Letta, conversou nesta sexta-feira, 26, com outras personalidades políticas a respeito da formação de uma nova coalizão de governo, e se disse confiante em resolver divergências remanescentes com o partido de centro-direita do ex-premiê Silvio Berlusconi.

Após dois meses de impasse político depois da inconclusiva eleição parlamentar de fevereiro, Letta, vice-líder do Partido Democrático (PD), de centro-esquerda, está sob pressão para formar rapidamente um gabinete capaz de tirar a Itália da recessão. Ele concluiu na quinta-feira as discussões com outros partidos, e na manhã desta sexta se reuniu por várias horas com o presidente Giorgio Napolitano, que lhe conferiu um mandato na quarta-feira.

O restante da sexta-feira provavelmente será dedicado a discussões informais e Letta pode anunciar seu ministério até domingo, a tempo da abertura dos mercados financeiros na segunda. No começo da próxima semana, o gabinete deve ser submetido a votos de confiança na Câmara e no Senado.

Entre as grandes questões a serem resolvidas está a exigência do Partido Povo da Liberdade (PDL), de Berlusconi, sobre a abolição e devolução de um impopular imposto imobiliário adotado no ano passado pelo governo tecnocrata do premiê Mario Monti. Mas isso deixaria um buraco de 8 bilhões de euros (US$ 10,4 bilhões) nos planos orçamentários deste ano, e criaria problemas financeiros para os próximos anos.

Berlusconi, no entanto, manifestou a jornais italianos otimismo quanto a uma solução. "Acho que as coisas estão entrando nos seus lugares."

Letta já declarou que suas prioridades serão medidas para gerar empregos e ajudar pequenas empresas, além de reformas das instituições políticas, incluindo uma lei eleitoral que foi a principal causa do impasse pós-eleitoral. Ele também aderiu ao crescente coro que pede mudanças no mantra de austeridade da União Europeia e mais ênfase no crescimento econômico e nos investimentos - posição que o PDL já defendia.

Além das questões de gestão, a nomeação de ministros é outro item a ser discutido. O PDL insiste que o governo seja composto principalmente de políticos dos principais partidos, e não por tecnocratas.

 

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