Giuseppe Lami / Efe
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Letta tenta formar governo para encerrar impasse político na Itália

Partidos do ex-primeiro-ministro Silvio Berlusconi e do tecnocrata Mario Monti devem apoiar premiê

O Estado de S. Paulo,

25 de abril de 2013 | 09h03

O primeiro-ministro designado da Itália, Enrico Letta, iniciou nesta quinta-feira,25, asnegociações para tentar formar um novo governo e encerrar dois meses de impasse na terceira maior economia da zona do euro.  Letta, vice-líder do dividido Partido Democrático (PD), de centro-esquerda, foi a surpreendente escolha do presidente Giorgio Napolitano para comandar uma coalizão ampla.  Os mercados reagiram favoravelmente à perspectiva de fim do impasse, e houve queda nos juros da dívida pública.  

 O governo incluirá o mais tradicional rival do PD, o Partido Povo da Liberdade (PDL), de centro-direita, do ex-premiê Silvio Berlusconi. O bloco centrista do premiê interino Mario Monti também já anunciou apoio ao novo governo. Berlusconi disse a uma TV italiana que não importa quem irá comandar o governo, desde que ele promova reformas.

"O importante é que haja um governo e que haja um Parlamento que possa aprovar medidas das quais absolutamente precisamos para emergir da crise da recessão e voltar ao caminho do crescimento", afirmou Berlusconi.   Letta iniciou na manhã de quinta-feira as consultas com partidos menores, incluindo o Esquerda Ecologia Liberdade e o Partido da Liberdade, que reiteraram sua permanência na oposição.  O partido alternativo Movimento 5 Estrelas, terceiro maior bloco parlamentar, também disse que ficará na oposição, mas que apoiará reformas específicas.

A quinta-feira deve ser dedicada às barganhas em torno dos 18 cargos ministeriais, a serem provavelmente ocupados por uma mistura de políticos e tecnocratas. Letta espera formar o governo antes da abertura dos mercados na segunda-feira, e buscará votos de confiança da Câmara e do Senado no começo da próxima semana.

Aos 46 anos, Letta, um político cortês e moderado, fluente em inglês, será um dos mais jovens primeiros-ministros da história italiana, e representa uma mudança de gerações em relação à era de Amato, Berlusconi e Monti. / REUTERS

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