Informação para você ler, ouvir, assistir, dialogar e compartilhar!
Tenha acesso ilimitado
por R$0,30/dia!
(no plano anual de R$ 99,90)
R$ 0,30/DIA ASSINAR
No plano anual de R$ 99,90

Levante na África ofusca casamento de Sarkozy

No dia do ?sim?, presidente francês teve de administrar crise

O Estadao de S.Paulo

04 de fevereiro de 2008 | 00h00

Eles se casaram no sábado. Quem? O presidente francês, Nicolas Sarkozy, e a bela modelo e cantora italiana Carla Bruni. Assim, chega ao fim um suspense que começou quando, há algumas semanas, os fotógrafos descobriram, por acaso, na Disneylândia francesa, Sarkozy, que acabara de se separar de sua segunda mulher, Cécilia, ao lado de Carla. Inicialmente acreditou-se que se tratava de um terno passeio. Mas nos dias seguintes, essa ternura prosperou maravilhosamente. Os dois apaixonados e seus fotógrafos eram destaque em todos os lugares. Sarkozy, que sempre foi um fã do celular, não largou mais seu aparelho.Desde então, uma pergunta atormentava os franceses: os dois "pombinhos" iriam se casar? A cidade sussurrava. Sexta-feira, uma informação nos surpreendeu: Carla Bruni solicitara à Prefeitura de Torino (sua cidade natal, na Itália) sua certidão de nascimento. O destino estava selado. Alguns meses depois de ter deixado Cécilia, Sarkozy começava uma nova união, com a terceira mulher. No início da tarde, chegou a confirmação: o prefeito do 8º Arrondissement (distrito) de Paris uniu civilmente, no sábado, Sarkozy e Carla, no Palácio do Eliseu. E depois ? Como sempre, Sarkozy e seu "bando" festejaram. O palácio mais ilustre de Paris, o Hotel Ritz, na Place Vendôme, ficou cercado de policiais. Ninguém entrava nem saía, salvo os convidados do jovem casal. Uma dúvida: tratava-se de um almoço ou um simples café ? No final, teria sido apenas uma laranjada. Outros informantes asseguram que foi só um "alarme falso". Nada no Ritz. Esse belo momento de ternura e de louco amor foi estragado por um "golpe de Estado" num país africano próximo da França. Pobre presidente Sarkozy! Esse sábado não terá sido um pouco "pesado" para um único homem? Por que os rebeldes do Chade, ajudados pelo vizinho Sudão, escolheram exatamente essa mesma manhã para marchar na direção da capital, Ndjamena, para depor o presidente Idriss Déby? Que profissão dura é essa de presidente da República! Não pode nem mesmo casar-se em paz. Não existe mais polidez. Esses rebeldes chadianos não têm mesmo educação. Apenas trocadas as alianças, e esses soldados vindos do Sudão com seus fuzis e metralhadores vêm desviar a sua atenção! Sarkozy conservou o sangue-frio. Enfrentou o fato com sua agilidade habitual. Nada de surpreendente: para um homem "hiperativo" e com o "dom da ubiqüidade", celebrar seu próprio casamento em Paris e, ao mesmo tempo, ficar atento a uma guerra na África é brincadeira de criança. Sarkozy começou a trabalhar muito cedo no seu gabinete. Ele tinha tempo, antes do casamento, para dar alguns conselhos ao presidente do Chade sobre como enfrentar esse golpe. Teve uma conversa com Idriss Déby, que está cercado no seu palácio pelas tropas rebeldes. A conversa entre os dois presidentes foi longa. Em seguida, Sarkozy foi se casar.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.