Libaneses de São Paulo se manifestam contra ataques de Israel

Centenas de libaneses residentes no Brasil protestaram nesta sexta-feira no centro de São Paulo contra a ofensiva militar de Israel no Líbano, que matou aproximadamente 350 pessoas. Entre as vítimas, sete eram cidadãos brasileiros.A manifestação foi convocada pelo Comitê de Solidariedade aos Povos Árabes e outras organizações sociais, que também programaram atos similares em Brasília, Rio de Janeiro e Florianópolis.A comunidade libanesa no Brasil exigiu "o fim imediato da agressão de Israel ao Líbano e à Palestina", e solicitou ao governo brasileiro que se "oponha publicamente" a ela.Os participantes da manifestação em São Paulo, que formaram um mar de bandeiras libanesas na Praça da Sé, também pediram que os países do Mercosul não assinem o Tratado de Livre-Comércio negociado com Israel.Ali O-Khatib, diretor do Instituto Futuro, pediu o fim dos "ataques indiscriminados à população civil do Líbano e da Palestina". Além disso, solicitou que o Brasil "atue mais firmemente como membro da ONU" para que este organismo obrigue Israel a interromper o que qualificou de "genocídio".O impacto midiático, político e social dos ataques foi notável no Brasil, já que uma importante colônia de libaneses e descendentes, calculada em quase seis milhões de pessoas, vive no país.O governo brasileiro repatriou nesta semana cerca de 90 cidadãos que deixaram o Líbano por terra e embarcaram em um avião da Força Aérea em Andana, na Turquia. Outras duas aeronaves foram enviadas à região para a retirada de mais 460 pessoas.A colônia libanesa brasileira está fortemente arraigada em São Paulo e em Foz do Iguaçu. Seus membros se dedicam fundamentalmente ao comércio, mas também estão vinculados à política, indústria e medicina.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.