Líbano amanhece sem presidente; segurança é reforçada

Tanques do Exército ocupam as principais ruas e avenidas de Beirute. Lojas abriram normalmente

Agências internacionais,

24 de novembro de 2007 | 09h01

O Líbano despertou neste sábado como uma república sem presidente. Após o fracasso na escolha de um sucessor pelo Parlamento, o presidente libanês pró-Síria, Émile Lahoud, transferiu para os militares o controle da ordem e segurança no Líbano poucas horas antes de deixar o poder, e afirmou que "ameaças de um estado de emergência" prevaleciam sobre o país. O Exército e a Polícia reforçaram a sua presença no país. Tanques do Exército ocupam as principais ruas e avenidas de Beirute. Patrulhas de soldados e policiais mantêm controles fixos e móveis. No sul do país, controlado pela força de interposição da ONU (Finul), a Efe pôde comprovar um intenso movimento de soldados libaneses, muito superior ao habitual. Eles usam capacetes e coletes à prova de balas. A presença das forças da ordem se intensificou nas últimas horas, depois de o presidente encerrar o seu mandato confiando ao Exército a manutenção da segurança. O chefe de Governo, Fouad Siniora, considerou a missão ilegal. Contudo, a cidade está calma e as lojas abriram normalmente na manhã deste sábado. Num editorial, o jornal "L'Orient-Le Jour" afirmou que os libaneses terão que agir contra o "vazio organizado", que chamou de "derrapagem controlada". O último pronunciamento de Lahoud, sobre o "estado de emergência" em que o país se encontrava, foi rechaçado pelo gabinete do partido rival, representado pelo primeiro-ministro Fuad Saniora. Depois disso, a situação ficou mais tensa. Muitos libaneses temem que a situação evolua para um estado de violência entre os simpatizantes do governo de Siniora e o Hezbollah.

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