Líbano condena supostos espiões à morte e a 20 anos de prisão

Acusados seriam espiões pró-Israel, até agora três pessoas foram condenadas à morte

Efe

12 de agosto de 2010 | 05h46

BEIRUTE - Um tribunal militar libanês condenou à morte um homem acusado de espionar para Israel e a outro a 20 anos de prisão pela mesma acusação, informa nesta quinta-feira, 12, o jornal L'Orient-le Jour.

Georges Habib Hadad foi condenado à pena de morte por ter fornecido aos serviços de inteligência israelenses informações e planos relacionados com posições militares e personalidades políticas do Líbano, segundo a sentença emitida pelo chefe do tribunal militar, general Nizar Khalil.

O tribunal condenou também Ziad Khalil Saadi, que trabalhava com Hadad, a 20 anos de prisão.

Desde o ano 2009, os serviços de segurança libaneses desmantelaram várias redes de espionagem pró Israel, e deteve mais de uma centena de pessoas, entre elas membros da polícia e do exército.

Até agora, três pessoas foram condenadas à morte por ajudar Israel, mas suas execuções estão pendentes de trâmites legais antes de serem submetidas ao presidente do Líbano, Michel Suleiman.

Suleiman assegurou há tempo que assinaria qualquer pedido de pena de morte contra colaboradores de Israel, algo reclamado pelo grupo xiita Hisbolá e outros coletivos.

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