Líbano contraria ONU e aprova arsenal do Hezbollah

O novo governo do Líbano endossou hoje o direito do grupo xiita Hezbollah manter os próprios arsenais. Todos os 30 ministros votaram, sendo que apenas cinco expressaram reservas sobre a questão, embora não tenham votado contra. A decisão é um sinal de que o grupo não pretende cumprir uma resolução da Organização das Nações Unidas (ONU) que pede o seu desarmamento.

AE-AP, Agencia Estado

02 de dezembro de 2009 | 18h55

A resolução de 2006 colocou um final à guerra entre Israel e o Hezbollah, e pede ao grupo que se desarme. No entanto, a organização xiita afirma que precisa manter seus armamentos para lutar contra qualquer ameaça futura de Israel, bem como contra as persistentes violações do espaço aéreo do Líbano.

A recusa do Hezbollah em entregar os arsenais tem provocado divisões no Líbano e preocupações em Israel, que afirma que irá preparar um sistema de defesa para derrubar foguetes que sejam disparados do Líbano. Recentemente, o líder do Hezbollah, o xeque Hassan Nasrallah, disse que o grupo remontou todo o seu arsenal desde 2006 e agora tem mais de 30 mil foguetes.

O governo do Líbano é uma coalizão formada por facções apoiadas pelo Ocidente e pelo grupo Hezbollah, que tem poder virtual de veto sobre as decisões do governo. O grupo conta com dois ministros no gabinete governamental e controla 11 das 128 cadeiras do Parlamento.

Tudo o que sabemos sobre:
LíbanoHezbollahIsraelONU

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.