Líbano convoca eleições parciais após morte de deputados

Cadeiras deixadas por Gemayel e Eido serão disputadas em 5 de agosto

Agencia Estado

18 Junho 2007 | 09h47

O governo libanês convocou agendou eleições parciais legislativas para o dia 5 de agosto, com o objetivo de ocupar as cadeiras deixadas vazias com o assassinato de dois deputados da maioria parlamentar nos últimos meses.O anúncio foi feito pelo ministro da Informação libanês, Ghazi Aridi, no final de uma reunião do governo, à qual não compareceram os seis ministros que renunciaram em novembro."O governo decidiu realizar eleições legislativas parciais no dia 5 de agosto para ocupar as cadeiras que ficaram vazias com os assassinatos dos deputados Pierre Gemayel (em 21 de novembro) e Walid Eido (em 13 de junho)", afirmou Aridi.A Constituição libanesa prevê que, caso uma cadeira parlamentar fique vaga, devem ser convocadas eleições parciais para preenchê-la. "Essa decisão é definitiva e será aplicada", disse Aridi, em resposta à manifestação do presidente libanês, Émile Lahoud, na sexta-feira, rejeitando o pleito.O presidente considerou a medida de "ilegal e inconstitucional", já que a decisão teria sido tomada por um governo que não conta com membros da comunidade xiita. Lahoud impõe como condição para aprovar a medida a formação de um governo de união nacional, e qualificou de "desafio" a realização de eleições.Aridi respondeu à acusação de irregularidade afirmando que "não se trata de um desafio, mas da vontade de preservar o sistema democrático".Outro deputado, Gebran Tueni, foi assassinado em dezembro de 2005, mas seu pai o substituiu no cargo, sem necessidade de eleições, porque não havia mais candidatos para a cadeira.O ministro da Informação garantiu que o governo decidiu deixar o caso de Eido nas mãos do Supremo Tribunal libanês.Aridi afirmou também que pediu ao secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, que tome parte nas investigações para esclarecer o assassinato do ex-primeiro-ministro Rafik Hariri, morte em fevereiro de 2005.A maioria parlamentar acusa o regime da Síria de estar por trás dos assassinatos.Ghazi Aridi disse também que o governo acolheu de "modo propício" as resoluções referentes ao Líbano tomadas na reunião ministerial da Liga Árabe, no encontro realizado na sexta-feira.Segundo a imprensa libanesa, os ministros de Assuntos Exteriores árabes se comprometeram a ajudar o Líbano a controlar suas fronteiras com a Síria, assim como impedir a entrada de armas e milicianos no território libanês.

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