Líbano decreta luto por morte de legislador anti-Síria

Beirute amanhece com ruas vazias após violento atentado de quarta-feira

Agencia Estado

19 Junho 2007 | 11h05

As ruas de Beirute amanheceram quase vazias nesta quinta-feira, 14, dia do funeral do deputado anti-sírio Walid Eido, vítima de um atentado em Beirute na quarta-feira. O governo libanês declarou luto nacional em homenagem à Eido e outras nove pessoas mortas. Os corpos do parlamentar, de seu filho e de um dos guarda-costas foram levados do Hospital Universitário Americano, em Beirute, até uma mesquita no cemitério de Shohada para o velório e o sepultamento. Os caixões foram cobertos com a bandeira libanesa Além de Eido e Khaled, o atentado matou dois policiais que faziam a segurança do deputado, dois jogadores do Estrela, um dos clubes mais importantes do Líbano, e outros quatro civis. A procissão passou por Corniche Mazraa, um importante entroncamento do setor muçulmano de Bairute. Ali, fotografias de políticos assassinados eram vistas nas paredes e passarelas. Comércios, colégios, universidades, indústrias e outras instituições fecharam suas portas em sinal de luto, enquanto as televisões transmitem programas especiais e as rádios emitem música clássica e cantos religiosos. A explosão foi de tal magnitude que muitas das vítimas estão desfiguradas e seus corpos ficaram queimados. Acredita-se que a bomba tinha entre 20 e 80 quilos de dinamite. Saad Hariri, líder do bloco anti-Síria no Parlamento, o líder druso Walid Jumblatt e outros destacados políticos contrários a Damasco seguiram o cortejo fúnebre. Hariri disse que o Líbano não se dobrará perante os assassinos e prometeu justiça. O atentado aconteceu três dias depois da união do governo libanês com as Nações Unidas investigar junto ao Tribunal Internacional, requisitado pelo Conselho de Segurança da ONU, o atentado que matou o premiê do Líbano Rafik Hariri há dois anos. O governo sírio e o Hezbollah são os principais suspeitos. O primeiro-ministro do Líbano, Fuad Saniora, convocou uma reunião emergencial com chanceleres árabes e representantes da comunidade internacional para pedir ajuda nas investigações do caso. Matéria alterada às 13h30.

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