Líbano diz que precisa de US$ 3,5 bi para consertar estragos de conflitos

O Líbano precisaria de US$ 3,5 bilhões para consertar o estrago causado pelos conflitos entre Israel e o Hezbollah, afirmou nesta segunda-feira, 21, o chefe do Conselho Libanês para o Desenvolvimento e Reconstrução, Fadel al-Shalaq. O oficial afirmou que a quantia seria necessária para reparar os estragos em prédios e retomar obras de infra-estrutura. Habitação, transporte, comunicação e tratamento de água estão em estado de caos, desde o que ele chamou de "mais intenso conflito em termos de poder de fogo e devastação", desde o começo da guerra civil libanesa, em 1975.O Líbano já recebeu suporte de países vizinhos, como Arábia Saudita, Kwait e até mesmo de um fundo árabe, afirmou Al-Shalaq. "O que mais nos preocupa agora é a situação política, que não está aberta a uma reconstrução rápida", disse.O oficial libanês ainda acrescentou que falta um projeto de reconstrução para o Líbano. "O que eu acho é que o governo vive uma falta de liderança", afirmou. Os xiitas engrossam o coro das críticas, ao reclamar que o governo age devagar para reparar o estrago - em contraste com o Hezbollah, que agiu de maneira rápida para organizar a ajuda aos que perderam suas casas.Os críticos do governo pressionam para que a ajuda financeira vinda do Irã seja usada na reconstrução do país. No entanto, os iranianos negam que tenham enviado dinheiro para o país.Mais ajuda internacionalEm Genebra, oficiais da Organização das Nações Unidas (ONU) disseram, nesta segunda-feira, que ainda esperam mais ajuda internacional e que a situação no Líbano está caótica e precisa ser reparada, assim que mais suprimentos sejam enviados ao país, principalmente para o restabelecimento da eletricidade elétrica e dos serviços de água.Em Aita al-Shaab, uma cidade ao norte da fronteira com Israel, por exemplo, apenas 100 das 1.300 casas do lugar não foram destruídas, afirmou o porta-voz do Alto Comissionado dos Refugiados da ONU, Jack Redden. "O resto está igualmente destruído ou prejudicado. Ninguém conseguiria viver em habitações assim", afirmou.A ONU também está providenciando plástico, metais e outros itens encarados como básicos, para que as pessoas consigam voltar para casa. "Pelo menos para que elas consigam morar enquanto reconstroem suas casas", disse Redden. Caminhões com os artefatos já estão a caminho de Beirute.

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