Líbano faz objeções à resolução para cessar-fogo

O Líbano expressou hoje seu descontentamento com o projeto de resolução do Conselho de Segurança da ONU que pede a interrupção das hostilidades entre o Hisbolá e Israel e que se constitui como o primeiro passo para a busca de uma solução para a crise.O representante do Líbano, Nouhad Mammoud, expressou sua decepção com o fato de a resolução não refletir as preocupações de seu país, que foram manifestadas em um plano de ação política apresentado semana passada no CS.Segundo Mammoud, o documento não pede a retirada do Exército israelense, que já tem 10.000 homens posicionados no sul do Líbano."Não exigir a retirada das forças israelenses que se encontram no Líbano é uma receita para que haja mais confronto", disse o diplomata libanês.Mammoud também mostrou reservas quanto à falta de detalhes para a solução da questão territorial das Fazendas de Chebaa, ocupadas por Israel e que o Líbano reivindica como território próprio, apesar de a ONU sustentar que a região pertence à Síria.O representante também reclamou que a força de pacificação multinacional que for enviada tenha que atuar sob o capítulo VII da ONU, que permite o uso da força."Não queremos que o envio da força multinacional seja vista como uma invasão. Já se sabe que qualquer força da ONU têm direito a atuar em legítima defesa", destacou.O embaixador do Catar, Nasser al-Abdulazziz al-Nasser, cujo país é o único representante árabe no Conselho de Segurança, também expôs algumas preocupações acerca do projeto auspiciado por França e Estados Unidos."Há alguns elementos sobre a interrupção das hostilidades que não estão claros, já que Israel se encontra agora no Líbano e deveria permanecer fora da ´Linha Azul´", declarou.O texto também não menciona a libertação dos prisioneiros libaneses que estão de Israel, mas enfatiza a libertação dos soldados israelenses capturados no dia 12 de julho."Esperamos três semanas para que haja uma resolução e queremos que a resolução, se aprovada, traga paz ao Líbano e não o destrua, provocando uma guerra civil", disse o diplomata catariano.

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