EFE/EPA/Nabil Mounzer
EFE/EPA/Nabil Mounzer

Líbano forma corrente humana de 170 km do norte ao sul do país

A iniciativa, alvo de intensa atividade em redes sociais, contou com a participação de cerca de 100 mil pessoas, no 11º dia de um movimento de protestos no país

Redação, O Estado de S.Paulo

27 de outubro de 2019 | 13h08

BEIRUTE - Dezenas de milhares de libaneses conseguiram formar, neste domingo, 27, uma corrente humana ao longo dos 170 km de costa do país, de Trípoli, no norte, a Tiro, no sul, segundo organizadores.

"Posso confirmar que a corrente humana foi um sucesso", disse à agência France-Presse Julie Tegho Bou Nassif, professora de História, uma das organizadoras da corrente humana. 

Com a manifestação, os libaneses querem mostrar sua unidade e sua determinação de derrubar a classe política do país. 

A iniciativa, alvo de intensa atividade em redes sociais, contou com a participação de cerca de 100 mil pessoas, no 11º dia de um movimento de protestos.

Cidadãos de todas as regiões, idades e crenças deram as mãos em todo o país, portando bandeiras libanesas. Eles começaram a se concentrar no começo da tarde na estrada que beira o Mar Mediterrâneo e passa pelo litoral de Beirute. "Seu objetivo é reforçar esse sentimento de unidade nacional que está nascendo no Líbano", acrescentou Nassif. 

Protestos massivos ganharam força em todo o Líbano em uma demonstração sem precedentes de dissidência contra a elite governante, ao passo que milhares exigem a derrubada de um sistema que veem como assolado por corrupção e nepotismo. 

O movimento nasceu de forma, após o anúncio de uma tarifa para as ligações feitas pelo aplicativo de mensagens WhatsApp. A medida foi cancelada por pressão das ruas. 

Mas a irritação dos libaneses foi canalizada em seguida para a situação econômica e política em geral, em um país onde mais de 25% da população vive abaixo da linha da pobreza, segundo o Banco Mundial. 

No domingo passado, o premiê  Saad al-Hariri fechou um acordo por um pacote de reformas com aliados do governo para amenizar a crise, mas não foi o suficiente para encerrar os protestos, que continuaram ao longo da semana. /AFP e REUTERS

 

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