Líbano lança operação para conter violência

Tropas libanesas lançaram uma ampla operação de segurança nesta segunda-feira. O objetivo é abrir todas as estradas e tirar homens armados das ruas, em uma tentativa de conter o surto de violência causado pelo assassinato do chefe de inteligência do país, que era inimigo do governo da Síria. Confrontos ocorridos na madrugada (horário local) deixaram ao menos dois mortos.

AE, Agência Estado

22 de outubro de 2012 | 09h37

Oponentes culpam o regime do presidente Bashar Assad pelo assassinato do general libanês Wissam al-Hassan, na sexta-feira, em um atentado em Beirute. O Líbano já estava dividido por causa da guerra civil na Síria e o atentado ameaça reiniciar os conflitos sectários que atormentam o país há décadas.

Soldados e veículos blindados posicionaram-se nas principais vias de Beirute e desmontaram bloqueios. Em certos momentos as tropas trocaram disparos com atiradores sunitas. Tiroteios entre xiitas e sunitas aconteceram em dois bairros da capital libanesa. Autoridades também reportaram confrontos na cidade de Trípoli, no norte do país, e Sidon, no sul.

Al-Hassan era um sunita que desafiava Assad e seu poderoso aliado libanês, o grupo militante xiita Hezbollah. A revolta na Síria é liderada pela maioria sunita. O presidente sírio e as principais figuras de seu regime são alauitas, um ramo do Islã xiita. A maioria dos sunitas libaneses apoiam os rebeldes sírios, enquanto os xiitas tendem a apoiar Assad.

O assassinato de Al-HAssan colocou em perigo o frágil balanço político do Líbano. Muitos culparam a Síria pelo ataque e manifestantes tentaram invadir o palácio do governo após o funeral de Al-Hassan, no domingo. As informações são da Associated Press.

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