Líbano pede que ONU nomeie promotor para caso Hariri

O ministro da Justiça do Líbano, Charles Rizk, disse que o país deseja que a ONU nomeie um promotor para julgar o assassinato do ex-primeiro-ministro Rafik Hariri antes do fim do mandato de Serge Bramertz, chefe da comissão investigadora.Rizk e o primeiro-ministro, Fouad Siniora, se reunirão nesta sexta-feira com o secretário-geral da ONU, Kofi Annan, nos Estados Unidos, segundo a agência oficial ANN.A missão de Bramertz, chefe do comitê investigador internacional sobre o assassinato, termina em junho e este anunciou que não aceitará uma renovação de seu mandato.Rizk acredita que a nomeação do promotor evitará que a ONU tenha de nomear um novo chefe da comissão investigadora. "O promotor poderá fazer sua acusação segundo os relatórios dos dois chefes da comissão de investigação", acrescentou Rizk.O Conselho de Segurança (CS) da ONU encarregou Annan para que negocie um acordo com o Líbano para a criação de um tribunal internacional sobre o assassinato de Hariri. A recomendação do CS é que o tribunal seja formado por magistrados libaneses e internacionais, e que tenha sua sede fora do país.Bramertz, que segundo a imprensa poderá interrogar nas próximas horas o presidente sírio Bashar al-Assad e o vice presidente Farouk Chara, anunciou "progressos" nas investigações e assegurou que a cooperação da Síria é essencial para o progresso dos trabalhos.Seu antecessor concluiu que existem "provas convergentes" sobre a implicação dos serviços de inteligência sírio-libaneses no crime e tem dúvidas quanto à cooperação das autoridades de Damasco, que nega seu envolvimento no assassinato.Hariri morreu junto a outras 22 pessoas em um atentado com carro-bomba em Beirute, em fevereiro de 2005.

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