Líbano se aproxima de unidade nacional

Os líderes da oposição do Líbano procuram soluções para as duas questões mais problemáticas do país: a inclinação pró-Síria do presidente e as armas do Hezbollah. Os dois problemas, discutidos durante um histórico encontro entre os líderes da oposição e os governistas do país na última quinta-feira, é a primeira reunião deste tipo sem a interferência síria. Os políticos se dizem satisfeitos com as conversas até o momento. Para o legislador cristão Butros Harb, as reuniões irão quebrar as "barreiras psicológicas" entre governistas e oposição. Harb disse à rede de televisão LBC que as reuniões foram focadas na decisão sobre o que será feito em relação ao presidente Emile Lahoud, que simpatiza com a dominação Síria, e a atuação de grupo extremistas como o Hezbollah. A maioria anti-Síria do Líbano exige que Lahoud renuncie, mas ele se recusa a sair da presidência antes do término do seu mandato, em 2007. O muçulmano sunita que controla a maioria no parlamento, Saad Hariri, disse que "não houveram tabus" nas conversas. "O mais importante é que nós, libaneses, estamos conversando", disse Hariri. A reunião entre governistas e oposicionistas foi a primeira desde o final da guerra civil, de 1975-1990, e tem como objetivo acabar com as divisões internas que continuam desde que a dominação síria chegou ao fim, no ano passado. Ao organizar a conferência, o porta-voz do Parlamento, Nabih Berri, colocou em pauta três tópicos principais: encontrar os responsáveis pelo assassinato do primeiro-ministro Rafik Hariri; cumprir a resolução da ONU de desarmar todas as milícias; e as relações entre Líbano e Síria, que estão em seu pior estágio no momento. O Hezbollah, apoiado pela Síria e Irã, é o principal grupo na mira da ONU, mas se nega a desarmar-se.

Agencia Estado,

03 Março 2006 | 14h07

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