REUTERS/Yves Herman
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Liberais europeus adotarão nome 'Renovar Europa' na Eurocâmara

Grupo conhecido como Aliança de Liberais e Democratas pela Europa (Alde) trocará de nome para agradar deputados do partido do presidente francês, Emmanuel Mácron; extrema direita de Itália e França se reunirá na 'Identidade e Democracia'

Redação, O Estado de S.Paulo

12 de junho de 2019 | 14h47

BRUXELAS - Os liberais europeus, que se transformaram no terceiro maior grupo do Parlamento Europeu ao passarem de 69 para 106 deputados, concordaram nesta quarta-feira, 12, em mudar o nome do grupo para "Renovar Europa" como forma de acolher os eurodeputados do partido do presidente francês, Emmanuel Macron.

"Nosso novo grupo na Eurocâmara escolheu um novo nome: Renovar Europa", anunciou o grupo que até agora era conhecido como Aliança de Liberais e Democratas pela Europa (Alde), depois de uma reunião em Bruxelas.

A mudança de nome tem como objetivo agradar os eurodeputados franceses, segundo Chris Davies, deputado liberal eleito pelo Reino Unido. "Mas muitos de nós continuarão se referindo (à aliança) como o grupo liberal", completou.

Os diferentes grupos do Parlamento Europeu estão em fase de configuração depois da votação de maio, que terminou com a vitória das forças pró-europeias, ainda que dependentes de uma aliança ente si para terem maioria no Legislativo.

O campo liberal, que deve ser converter em um grupo-chave para a Eurocâmara, passou da quinta para a terceira força graças ao bom desempenho no Reino Unido (com 16 eleitos) e da lista de Macron, a maior força do futuro grupo, com 21 representates.

Candidata da lista francesa Renascimento, a ex-ministra Nathalie Loiseau, espera tornar-se na próxima semana a líder do grupo, sucedendo o ex-premiê belga Guy Verhofstadt. 

Sua candidatura, no entanto, enfrenta obstáculos depois do vazamento do conteúdo de um encontro "em off" com jornalistas em Bruxelas no qual ela criticou tanto o líder do maior grupo do Parlamento Europeu, Manfred Weber (EPP, de direita), quanto seus rivais.

"Não tem nenhuma qualidade humana para o posto, nem sequer uma mínima compreensão da diplomacia", afirmou uma fonte do grupo de Nathalie. Em uma carta a seus companheiros, ela disse não reconhecer as declarações que foram atribuídas a seu nome.

Outras formações

Quem também definiu uma nova identidade foi o grupo de extrema direita liderado pela italiana Liga, de Matteo Salvini, e pela francesa Reunião Nacional, de Marine Le Pen, que passará a chamar-se "Identidade e Democracia" e será presidido pelo italiano Marco Zanni, informou o eurodeputado francês Thierry Mariani.

O grupo dos ecologistas, que foi uma das surpresas da votação europeia ao obter 75 deputados, renovou também nesta quarta-feira o nome da alemã Ska Keller e do belga Philippe Lamberts como seus copresidentes.

Além disso, na semana passada o EPP havia escolhido Weber como seu líder e os social democratas devem definir quem os comandará na próxima semana - o atual presidente Udo Bullmann será desafiado pela espanhola Iratxe García. / AFP

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