Liberdade de imprensa ainda está ameaçada na AL, diz SIP

Apesar dos avanços em alguns países, a liberdade de imprensa ainda está ameaçada na região, disse neste sábado o presidente da Comissão de Liberdade de Imprensa da Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP), Gonzalo Marroquín, na capital equatoriana. Foram registrados avanços no respeito à liberdade de imprensa em alguns países, "sérios problemas" em outros e "nos piores casos, com o balanço de jornalistas assassinados e crimes sem castigo", assinalou o dirigente da SIP, que celebra em Quito sua reunião de meio ano. "O panorama não é nada encorajador, no entanto, todos estes desafios, ao invés de produzir em nós um sentimento de frustração e temor deve servir para unir filas na luta pela defesa, não só pelo direito à livre expressão do pensamento, mas pelo direito de receber informação", assinalou o presidente da comissão. Uma das principais "ameaças" à imprensa é o crime organizado, especialmente o narcotráfico "como ocorreu na Colômbia e agora no México", disse Marroquín. Com base em últimos relatórios sobre assassinatos de jornalistas no Equador (2), México (1) e Guianas (1), além de um desaparecido no Paraguai, Marroquín se declarou preocupado porque "em conseqüência a estas ações pode surgir uma onda de autocensura tão negativa, como a que já se viu em muitos países durante os Governos militares". Junstiça independente SIP também vê com preocupação que em países como a Venezuela, Equador, Paraguai, Argentina e Panamá "os poderes judiciais não gozam da necessária independência e a ação judicial é utilizada para intimidar os jornalistas" "Em alguns países ainda há uma indústria de juízos pelos delitos de difamação", assinalou. Na Venezuela "foi se construindo um perigoso emaranhado de leis para deixar apanhada à imprensa e limitar, portanto que a informação flua a toda a população de maneira independente". Marroquin criticou também a manutenção da "velha e censurável" prática de premiar e castigar aos meios através da publicidade oficial em países como a Argentina e Uruguai. "Na Argentina, o confronto Imprensa-Governo provoca sérias restrições ao acesso à informação, o que não só afeta aos jornalistas mas também à sociedade em geral", especificou o presidente da comissão. Marroquin disse que nesses países estão vigentes a leis "mas ainda não são utilizadas eficientemente ou não se sancionados funcionários quando negam informação". "Persiste o assédio contra a imprensa e se limitam às liberdades em muitos países do hemisfério", resumiu.

Agencia Estado,

18 Março 2006 | 20h04

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