Libéria dá celulares de graça para população chamar a polícia

Após décadas de guerra civil o país, de 3 milhões de habitantes, conta com apenas 3,5 mil policiais

31 de dezembro de 2007 | 13h25

O governo da Libéria está distribuindo telefonas celulares de graça para que a população possa denunciar estupros e outros crimes no momento em que acontecem. O país africano tenta se recuperar de anos de uma sangrenta guerra civil.   A polícia da capital Monróvia, sem recursos, não tem como patrulhar todas as favelas da metrópole. O governo está oferecendo dez celulares para cada uma das 400 comunidades de Monróvia e arredores, para que a população possa chamar as autoridades em caso de necessidade.   Os bairros que denunciarem mais crimes poderão ganhar prêmios.   A guerra civil, de 1979 a 2003, matou cerca de 250 mil liberianos e destruiu a infra-estrutura e as instituições do país, incluindo a dorça policial, que está sendo reconstruída com apoio das Nações Unidas. O país, de 3 milhões de habitantes, conta com 3,5 mil policiais.   Quando anoitece em Monróvia, uma cidade de 1,5 milhão de habitantes, comerciantes fecham as lojas e transeuntes correm para sair das ruas. Ladrões roubam bolsas e celulares impunemente. Os celulares gratuitos são programados para realizar ligações gratuitas para um disque-denúncia.   Mas há quem ache o plano problemático. "Quando ladrões armados entram na sua casa, a primeira coisa que pedem é o celular", diz Martin Lombeh, que vive em um bairro onde há uma epidemia de assaltos a mão armada. Agora, diz ele, os bandidos terão um celular a mais para levar.

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