Libéria diz que, a exemplo dos EUA, vai ignorar a ONU

O presidente da Libéria, Charles Taylor, afirmou hoje que irá ignorar abertamente um embargo de armas imposto pelo Conselho de Segurança (CS) da ONU, argumentando que "se outros podem tomar atos preventivos" - uma referência à guerra americana contra o Iraque -, então a ONU não pode proibi-lo de comprar armamentos para defender sua nação."Nestes dias, quando pessoas estão envolvidas em atos preventivos baseados na percepção, ninguém pode dizer ao povo liberiano para não exercer seu direito legítimo de se defender", afirmou Taylor a jornalistas, em uma clara referência à guerra dos EUA contra Bagdá, que foi iniciada sem a aprovação da ONU. O CS impôs à Libéria embargo de armas, proibição de viagens de altos funcionários do governo e veto à venda de diamantes depois de determinar, em maio de 2001, que Taylor forneceu apoio militar e financeiro aos rebeldes da vizinha Serra Leoa. Veja o especial :

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