Libéria empossa primeira mulher presidente da África

Ellen Johnson Sirleaf, a primeira mulher a assumir a Presidência de uma nação africana, prometeu uma "profunda quebra" com o passado violento da região. "Nós sabemos que seus votos foram para a mudança, para a paz, para a segurança... E nós ouvimos vocês", Sirleaf declarou aos liberianos, em seu discurso inaugural."Nós reconhecemos que esta mudança não é apenas uma mudança de interesses, mas uma profunda quebra com o passado, conseqüentemente precisamos dar passos decisivos para identificar e erradicar os problemas que atravancaram por décadas os nosso progresso", completou.Sirleaf assume o comando de uma nação arruinada, clamando por paz após 25 anos de golpes políticos e guerra. Falando pela primeira vez como presidente, ela também prometeu expor e acabar com a corrupção, para assegurar a confiança de investidores internacionais, que serão necessários para a reconstrução do país. Em uma declaração, o Secretário Geral das Nações Unidas, Kofi Annan parabenizou Sirleaf, dizendo que ela tem um "mandato histórico para liderar a nação para o futuro de paz e estabilidade". A cerimônia foi assistida por milhares de liberianos e um grande número de dignatários internacionais, incluindo o presidente nigeriano Olusegun Obasanjo e o sul-africano Thabo Mbeki.Dois navios de guerra americanos era visíveis no horizonte pela primeira vez desde que a guerra acabou em 2003, uma demonstração de apoio que também tinha a intenção de proteger duas importantes personalidades americanas que estavam presentes: a primeira-dama Laura Bush e a Secretária de Estado, Condoleezza Rice. A segurança foi reforçada, soldados da ONU vigiaram o evento com binóculos de cima de prédios que circundavam o local. Sirleaf terá um mandato de seis anos à frente da mais antiga república africana, fundada por escravos americanos libertos em 1847. A Libéria só conhece guerras desde que um grupo rebelde comandado por Charles Taylor submergiu o país no caos. Taylor se tornou presidente em 1997 mas foi derrubado e exilado para a Nigéria, como parte de um acordo de paz em 2003. Agora ele é acusado e procurado pela ONU por crimes de guerra.

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