Libéria suspende estado de emergência contra ebola

A presidente da Libéria, Ellen Johnson Sirleaf, suspendeu, nesta quinta-feira (13), o estado de emergência estabelecido para controlar a epidemia de ebola no país. Apesar disso, o combate à doença ainda continua, enfatizou Sirleaf.

Estadão Conteúdo

13 Novembro 2014 | 18h49

Decretadas em agosto, as medidas de emergência fecharam escolas e mercados, proibiram grandes aglomerações públicas e instituíram o toque de recolher a partir de certos horários. Até o momento, as escolas permanecem fechadas, mas autoridades estão debatendo como e quando reabri-las. Embora tenham surgido outras áreas com focos da doença, próximas à fronteira com a Serra Leoa, por exemplo, houve poucos casos de contaminação na capital.

A organização Médicos Sem Fronteiras (MSF) anunciou que fará testes de tratamento do vírus com drogas off-label em centros de saúde na Guiné e na Libéria a partir do próximo mês. Dois medicamentos antivirais serão testados, assim como o uso do "plasma convalescente" - parte do sangue que contém anticorpos - de pessoas que sobreviveram ao ebola.

"Estas drogas já foram utilizadas em outras indicações, por isso são off-label", esclareceu a médica Annick Antierens, que coordena os projetos experimentais do MSF. De acordo com Antierens, os medicamentos ainda não foram testados em humanos portadores da doença.

A Universidade de Oxford vai testar um das drogas antivirais na Libéria. "Se vamos encontrar um tratamento, temos de fazê-lo agora. É por isso que temos de acelerar estes processos", disse Peter Horby, principal pesquisador dos exames conduzidos pela Oxford.

Outros dois testes estão previstos na Guiné: um em Gueckedou, sob a supervisão do Instituto de Saúde e Pesquisa Médica da França, e outro em Conakry, conduzido pelo Instituto de Medicina Tropical da Antuérpia (Bélgica), que vai utilizar a terapia à base de sangue convalescente. Espera-se que os resultados saiam em fevereiro ou março.

A epidemia de ebola, que já dura mais de oito meses, infectou mais de 14 mil pessoas e matou mais de 5.000 na África Ocidental. Fonte: Associated Press.

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