Libertação em Guantánamo vem tarde, diz Anistia

Todos os prisioneiros mantidos na prisão estabelecida pelos Estados Unidos em Guantánamo, Cuba, devem ser indiciados ou libertados, declarou Vienna Colucci, especialista em direito da divisão americana da Anistia Internacional. "Aqueles que foram libertados pelos Estados Unidos não devem ser, sob nenhuma circunstância, obrigados a retornar a seus países de origem se existir o risco de um julgamento injusto, de tortura ou de outros tipos de tratamentos cruéis, desumanos e degradantes", prosseguiu Colucci.Suas declarações foram uma resposta às notícias de que os EUA planejam libertar em breve pouco mais de 10 suspeitos de terrorismo detidos em Guantánamo. Para a Anistia Internacional, a medida é "minúscula e tardia". Desde a abertura da prisão, numa base da Marinha dos Estados Unidos em Cuba, apenas 23 suspeitos foram libertados. Cerca de 660 pessoas, provenientes de 42 países, estão detidas em Guantánamo.Fontes ligadas ao governo americano garantiram hoje que estão tentando ser mais rápidas para determinar quais suspeitos devem continuar detidos e quais precisam ser libertados.

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