Libertados 25 dos reféns seqüestrados no Iraque

Foram libertadas no início da noite desta terça-feira cerca de 25 pessoas que haviam sido vítimas de um seqüestro em massa, ocorrido no início desta manhã no Ministério de Educação iraquiano. De acordo com as agências Reuters e AFP, a informação foi divulgada pela TV estatal do Iraque. "Um novo grupo foi libertado em Talibiya (nordeste de Bagdá), Baladiyate (leste) e Kerrada (centro) à noite", afirmou, acrescentando que "o número total de reféns já livres chega a 25". Todos tinham "os olhos vendados com fita adesiva", informa a AFP. O Ministério do Interior iraquiano havia divulgado que cinco oficiais do alto escalão da polícia de Bagdá foram presos nesta noite com suposta ligação ao seqüestro de ao menos 50 pessoas em um escritório do Ministério. O incidente ocorreu nesta terça-feira, e inicialmente autoridades haviam reportado que entre 100 e 150 pessoas teriam sido seqüestradas - o que configuraria o maior seqüestro em massa da história do Iraque. Segundo o porta-voz do Ministério do Interior, general Jalil Khalaf, entre os presos está o chefe da delegacia de Karradah, o distrito central de Bagdá em que o prédio do Ministério da Educação está localizado. Entre os presos também está o comandante do batalhão policial responsável pela área e outros três oficiais, informou Khalaf. O seqüestro foi realizado por homens vestidos com uniformes geralmente usados pelos soldados ligados ao Ministério do Interior - cujo ministro é de origem xiita. A ação ocorreu nesta terça-feira quando homens armados vestidos como policiais seqüestraram vários funcionários e visitantes em um prédio do Ministério da Educação Superior do Iraque, em Bagdá. O ministro da Educação Superior Abed Theyab afirmou inicialmente que aproximadamente 150 pessoas haviam sido seqüestradas, mas seu porta-voz Basil al-Khatib disse depois que eram 130. Mais tarde, o gabinete do premier iraquiano afirmou que apenas 45 a 50 pessoas haviam sido levadas, e que 20 já haviam sido libertadas. "Ninguém pode dar um número exato pois cerca de 70 funcionários trabalham no local", disse Khatib, porta-voz do Ministério da Educação Superior. "Não sabemos quantos funcionários foram seqüestrados além dos outros que estavam no prédio. Um homem libertado depois me disse que entre 120 a 130 pessoas haviam sido seqüestradas", afirmou Khatib. Logo após o incidente, Theyab - que é de origem sunita - ordenou o fechamento de todas as universidades até que a segurança fosse melhorada, mas Khatib disse depois que o fechamento foi cancelado pois a polícia e o Exército prometerem aumentar a segurança no Ministério da Educação Superior e nos prédios universitários. Em outros episódios de violência, ao menos 82 pessoas morreram no Iraque nesta terça-feira. Entre as vítimas estão pessoas encontradas assassinadas ou mortos em confrontos e explosões de bombas por todo o país. Em seu único comentário público sobre o incidente, o primeiro-ministro iraquiano, Nouri al-Maliki, disse que seqüestro foi resultado de rivalidades entre grupos armados apoiados por diferentes facções políticas. "O que está acontecendo não é terrorismo, mas o resultado da discórdia e conflitos entre militantes deste ou daquele grupo", disse Maliki após um encontro com o presidente Jalal Talabani. Segundo o chefe do comitê de educação do parlamento, Alaa Makki, os seqüestradores tinham uma lista dos nomes daqueles que deveriam ser levados, e afirmaram estar em uma missão do corpo anticorrupção do governo.

Agencia Estado,

14 Novembro 2006 | 21h03

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