Liberte nosso repórter, pede jornal em meio a repressão na China

Jornalista foi detido após escrever mais de uma dezena de histórias criticando empresa do governo

O Estado de S. Paulo,

23 de outubro de 2013 | 10h58

PEQUIM - Um jornal chinês pediu à policia nesta quarta-feira,23, para libertar um repórter investigativo acusado de difamação, em um caso pouco comum de criticismo público em meio à ampla repressão do governo contra a liberdade de expressão.

O tabloide estatal New Express imprimiu um artigo na capa pedindo à polícia na cidade do centro-sul de Changsa para libertar o repórter Chen Yongzhou, com a manchete: "Por favor o libertem."

Chen foi detido após escrever mais de uma dezena de histórias criticando as finanças de uma grande fabricante de equipamentos de construção administrada pelo governo.

A prisão de Chen, que coincide com novas restrições a jornalistas, advogados e usuário da Internet na China, colocou em discussão o papel de pessoas que fazem denúncias ante medidas da liderança do país para erradicar a corrupção.

"Quando o governo reprime a liberdade de expressão e prende jornalistas... parece jogar sérias dúvidas sobre o quão séria é essa ação contra a corrupção", disse Maya Wang, da Human Rights Watch.

O artigo de Chen denunciando Zoomlion Heavy Industry Science and Technology Co. Ltd. se tornou viral nesta quarta-feira no Sina Weibo, serviço de microblog chinês semelhante ao Twiter, e foi republicado pela mídia chinesa sem qualquer antagonismo óbvio por parte de autoridades de censura.

Especialistas de mídia disseram que o artigo era incomum, mas não muito controverso porque o jornal, publicado na metrópole de Guangzhou, criticava autoridades de Changsa e não do governo central. /REUTERS

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