Líbia aceita pagar indenização de US$ 2,7 bi por atentado

Representantes do governo líbio eadvogados das famílias das 270 vítimas do atentado de Lockerbiefirmaram nesta quarta-feira um acordo criando um fundo de indenização deUS$ 2,7 bilhões, passo-chave para o fim das sanções da ONUcontra a Líbia. "Após uma sessão de 11 horas em Londres,assinamos um acordo com a delegação líbia e o Banco paraResoluções Internacionais (com sede na Suíça)", anunciaram osadvogados James Kreindler e Steven Pounian numa nota. O atentadoocorreu em 1988, quando uma bomba destruiu um avião da Pan Amsobre Lockerbie, na Escócia. Pelo acordo, a Líbia começará a transferir os US$ 2,7 bilhõespara o fundo imediatamente. Em seguida, enviará ao Conselho deSegurança da ONU uma carta afirmando ter cumprido as condiçõesimpostas pelo organismo - assumir a responsabilidade peloatentado, indenizar as famílias das vítimas e renunciar aoterrorismo - para o levantamento definitivo das sanções,impostas após o atentado e suspensas em 1999, quando a Líbiaextraditou dois acusados líbios para julgamento por um tribunalescocês, que absolveu um e condenou o outro à prisão perpétua. Londres e Washington também devem enviar cartas ao Conselhode Segurança dizendo acreditar que a Líbia tenha cumprido asexigências e, depois, a Grã-Bretanha deve apresentar ao CS umprojeto de resolução removendo as sanções. A Líbiacomprometeu-se a pagar US$ 4 milhões por vítima quando a ONUremover as sanções internacionais, US$ 4 milhões quando os EUAlevantarem suas próprias sanções e US$ 2 milhões quandoWashington retirá-la da lista de países que apóiam oterrorismo. Mas os EUA, céticos quanto à renúncia líbia ao terror, devemmanter suas sanções econômicas - as que mais afetam a Líbia. "Éimprovável haver, a curto prazo, qualquer redução das sançõesdos EUA", disse o ex-diplomata americano Edward Walker, citando"indicações recentes" de que a Líbia estaria buscando armasquímicas.

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