Líbia alerta União Europeia sobre estímulo a protestos

A Líbia alertou a União Europeia (UE) de que vai "suspender a cooperação" na luta contra a imigração ilegal caso o bloco não pare de incitar protestos pró-democracia, de acordo com a presidente da UE. A chefe de política exterior da UE, Catherine Ashton, avisou a Líbia neste domingo que a violência do Estado contra os manifestantes deve "parar", depois da informação da morte de pelo menos 173 pessoas desde terça-feira.

AE, Agência Estado

20 de fevereiro de 2011 | 17h12

Ashton declarou, na chegada de reunião de ministros da UE, que está "realmente preocupada com o que está acontecendo na Líbia", cujo governo pediu a Bruxelas que pare de "estimular" os protestos. "É muito importante que as pessoas possam ter suas vozes ouvidas e que é isso que estamos pedindo", declarou ela.

A França se pronunciou neste domingo dizendo que a repressão da Líbia contra os manifestantes é "inaceitável" e "totalmente desproporcional". O ministro de assuntos europeus da França, Laurent Wauquiez, afirmou que Paris está "extremamente preocupada" com os eventos ao longo da Líbia". Segundo ele, "devemos destacar que a Líbia aderiu a um pacto de direitos civis e políticos", disse. "Ela precisa respeitar seus compromissos, não pode haver esse uso totalmente desproporcional da força que estamos testemunhando agora, durante as últimas 48 horas."

O ministro de assuntos europeus da Alemanha, Werner Hoyer, também se pronunciou hoje, demonstrando "indignação" com a repressão violenta na Líbia. "Estamos acompanhando com grande preocupação e indignação o uso da violência por autoridades do Estado na Líbia e em outros Estados" da região, comentou Hoyer no início da sessão da ministerial.

A Itália, por sua vez, alertou os cidadãos que evitem viajar para a Líbia em meio à onda de protestos e à repressão do Estado. Em nota publicada na internet, o ministério do exterior em Roma destacou "a seriedade da situação" na Líbia e disse que recomenda o cancelamento de viagens "não essenciais" para a região, inclusive para a cidade de Benghazi. O ministério também pediu aos italianos que evitem manifestações e que se mantenham informados. Outros países como Estados Unidos e Reino Unido já divulgaram comunicado semelhante. As informações são da Dow Jones e da Associated Press.

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