Líbia anuncia ofensiva contra milícias

O Exército da Líbia ordenou ontem que os grupos armados não oficiais presentes em Trípoli deixem as instalações militares e estatais que ocupavam na capital do país e em seu entorno, sob a pena de serem forçados a sair caso se recusem a cumprir a determinação - ocorrida após a retirada de milícias de Benghazi e Derna. O presidente do país, Mohamed al-Megaref, afirmou que os movimentos têm duas opções: desmantelar-se ou aceitar a autoridade do governo.

TRÍPOLI, O Estado de S.Paulo

24 de setembro de 2012 | 03h03

Os dois principais movimentos islamistas armados que atuam na Líbia anunciaram no sábado sua retirada de Derna, cidade do leste líbio conhecida por abrigar radicais muçulmanos, após um deles, o Ansar al-Sharia, ter sido expulso da segunda maior cidade do país, Benghazi.

As várias milícias que ainda controlam as ruas do país mais de um ano após a derrubada do ditador Muamar Kadafi são o mais evidente desafio para o governo central, que tem sido forçado a cooptar muitos de seus membros para garantir a segurança. O governo provisório e o atual, porém, se valeram de sua atuação justamente para manter a ordem desde a queda do autocrata.

A morte dos quatro funcionários da diplomacia dos EUA - entre eles o embaixador do país na Líbia, Christopher Stevens - durante um ataque ao consulado americano em Benghazi, no dia 11, porém, parece ter dado à nascente democracia líbia uma pista de como obter apoio popular e valer-se do descontentamento da população com as milícias líbias. O Ministério da Defesa do país exige que os grupos entreguem suas armas.

Alguns funcionários do governo americano acusaram o Ansar al-Sharia - que se opõe à democracia - pelo ataque à representação em Benghazi, o que o movimento islamista nega. O governo líbio afirmou que formou uma comissão composta por membros da polícia militarizada para assumir o comando dos locais ocupados pelas milícias e apreender suas armas. / REUTERS e AP

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