Líbia chegou a produzir plutônio, dizem inspetores da ONU

A Líbia produziu secretamente uma pequena quantidade de plutônio, importou urânio enriquecido por meio do mercado negro nuclear e esteve envolvida em uma série de atividades com o objetivo de produzir armas nucleares, revelou um relatório da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), da ONU.A polícia da Malásia informou, também nesta sexta-feira, que o "pai" da bomba atômica paquistanesa, o cientista Abdul Qadir Khan, vendeu urânio enriquecido à Líbia e partes de uma centrífuga nuclear ao Irã por US$ 3 milhões. As informações foram fornecidas durante interrogatório pelo empresário Buhary Syed Abu Tahir, do Sri Lanka, acusado pelos EUA de ter colaborado com Khan em seu mercado negro nuclear.O relatório da AIEA, preparado por seu diretor-geral, Mohamed ElBaradei, também destacou que essas "falhas mostram que durante um extenso período a Líbia violou os acordos de salvaguarda", que são parte fundamental do Tratado de Não-Proliferação Nuclear. Diplomatas ocidentais informaram, citando o relatório da AIEA, que a Líbia conseguiu processar urânio em plutônio, sem especificar a quantidade - aparentemente menos que os três quilos necessários para fabricar uma bomba atômica.

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