Líbia confirma pena de morte de 5 enfermeiras e um médico

Eles são considerados culpados de contagiar com vírus da aids mais de 400 crianças

11 Julho 2007 | 09h33

A Corte Suprema da Líbia confirmou a pena de morte de cinco enfermeiras búlgaras e um médico palestino, considerados culpados de contagiar com o vírus da aids mais de 400 crianças. Segundo a Rádio Nacional búlgara, os condenados também deverão pagar uma indenização às famílias das 438 crianças, das quais 56 morreram. A sentença da Corte Suprema era a última instância judicial a que podiam apelar as enfermeiras e o médico, que estão há mais de oito anos detidos na Líbia. O julgamento de apelação começou em 20 de junho, quando a promotoria voltou a pedir a pena capital. As enfermeiras e o médico foram considerados culpados de contaminar deliberadamente com o vírus da aids 438 crianças no hospital pediátrico de Benghazi. A primeira sentença foi ditada em 2004, revogada um ano depois e confirmada novamente em 2006. A Fundação Kadafi tinha anunciado na terça-feira um acordo com a União Européia para indenizar as famílias das crianças.

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