Líbia deve prender Kadafi, diz Tribunal Internacional

O regime líbio pode ser "parte da solução", caso cumpra um mandado de prisão emitido para o líder do país, Muamar Kadafi, afirmou hoje o procurador-geral do Tribunal Penal Internacional (TPI), Luis Moreno-Ocampo. Kadafi é procurado pelo TPI por crimes contra a humanidade.

AE, Agência Estado

28 de junho de 2011 | 12h22

"O círculo próximo de Kadafi é a primeira opção. Eles podem cumprir os mandados de prisão", disse Moreno-Ocampo em entrevista coletiva em Haia (Holanda), onde fica a corte. "Eles podem ser parte do problema e processados, ou podem ser parte da solução, trabalhando junto com os outros líbios para interromper os crimes."

O país não é um dos signatários do documento que fundou o TPI, o Estatuto de Roma. Mas a Líbia é um membro da Organização das Nações Unidas (ONU), e assim tem a obrigação de cooperar, argumentou o procurador. Como segunda opção, Moreno-Ocampo disse que o grupo rebelde Conselho Nacional de Transição também se ofereceu para prender Kadafi.

A ordem de prisão foi emitida ontem para Kadafi, seu filho Seif al-Islam Kadafi e o chefe da inteligência do país, Abdullah al-Senussi, acusados de crimes contra os líbios que pedem a queda do regime. A medida foi elogiada por grupos de defesa dos direitos humanos e governos ocidentais. Trípoli, porém, rejeitou os mandados, qualificando a decisão como uma "cobertura para a Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte), que ainda tenta assassinar Kadafi".

Milhares de pessoas foram mortas na violenta repressão no país. Estima-se que 650 mil tenham fugido da Líbia, além de quase 250 mil pessoas que deixaram suas casas e partiram para outras áreas no próprio país, segundo a ONU. As informações são da Dow Jones.

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