Líbia fecha acordos de US$ 405 milhões com Paris

A Líbia anunciou ontem ter assinado dois contratos para compra de mísseis e tecnologia de comunicações com a França, num valor de 292 milhões (US$ 405 milhões). A revelação foi feita no mesmo dia em que o governo francês negou ter assinado acordos com Trípoli em troca da libertação de cinco enfermeiras búlgaras e um médico palestino, presos no país havia oito anos. Os seis haviam sido condenados à morte sob a acusação de terem deliberadamente infectado 460 crianças com o vírus HIV. Um dia após a libertação, em 24 de julho, o presidente francês, Nicolas Sarkozy, reuniu-se com o líder líbio Muamar Kadafi em Trípoli, onde discutiram acordos entre os dois países.O primeiro contrato fechou a venda de mísseis franceses do tipo Milan por 168 milhões (US$ 230 milhões). O segundo acertou a venda de equipamentos de comunicação Tetra e monitoramento para a polícia líbia por 128 milhões (US$ 175 milhões). "Esse é um acordo importante pois é o primeiro assinado pela Líbia com um país ocidental desde as sanções impostas nos anos 90", afirmou um funcionário do governo à Associated Press. O porta-voz de Sarkozy, David Martinon, não quis confirmar ontem os contratos. Mesmo assim, Martinon afirmou que é possível que os acordos tenham sido assinados. O chanceler francês, Bernard Kouchner negou as alegações feitas ao jornal francês Le Monde pelo filho de Kadafi, Seif al-Islam, de que os acordos foram chave para a libertação das enfermeiras e do médico.

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