Líbia fecha fronteiras e sul vira área militar restrita

O Congresso da Líbia decretou o fechamento das fronteiras do país com o Sudão, o Níger e o Chade e declarou o sul do país como uma área militar restrita. A decisão afeta cidades como Kufra e Sabha, cenários de confrontos armados que deixaram mais de 100 mortos este ano, em conflitos Tabu, de etnia africana, e Zwia, de etnia árabe.

Agência Estado

16 de dezembro de 2012 | 20h37

O Congresso líbio não deixou claro por quanto tempo os postos de fronteira ficarão fechados, nem revelou como as forças armadas do país farão para assegurar as fronteiras. O Exército líbio tem pequena presença no sul do país; ele depende fortemente das milícias que derrubaram o regime do coronel Muamar Kadafi, há um ano, e está tentando se reorganizar.

Um oficial do Exército disse que a principal preocupação do governo líbio não é o fluxo de pessoas pelas fronteiras, mas o contrabando de armas. Segundo ele, armas líbias têm sido contrabandeadas para militantes islâmicos no Egito e para grupos palestinos que combatem a ocupação do território de Gaza por Israel. Na semana passada, o Departamento de Estado dos EUA anunciou que 13 oficiais líbios farão treinamento de controle de fronteiras no Texas.

Em Benghazi, no leste da Líbia, quatro policiais morreram neste domingo em um ataque com granadas contra um complexo das forças de segurança. Segundo o porta-voz da polícia local, Ezzedine al-Fazani, o ataque tem relação com a recente prisão de um homem suspeito de envolvimento no assassinato do comandante de um dos órgãos de segurança de Benghazi, o coronel Farag el-Dersi. As informações são da Associated Press.

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