Líbia: Governo de transição pede ampliação de poderes

O governo de transição da Líbia afirmou nesta terça-feira que irá renunciar a menos que o Congresso Geral Nacional (GNC, na sigla em inglês) lhe conceda mais poderes, conforme um membro do Parlamento. O enfraquecido governo central tem tido dificuldade para impor a ordem após o levante de 2011 que derrubou Moammar Kadafi e deixou a maior parte do país sob controle de fato de ex-rebeldes que se tornaram milicianos.

AE, Agência Estado

08 de abril de 2014 | 10h42

No mês passado, o Congresso depôs o primeiro-ministro Ali Zeidan depois de as Forças Armadas não conseguirem impedir rebeldes de enviar um navio-tanque com petróleo a partir de um porto controlado pela insurgência. O navio foi capturado mais tarde por forças dos EUA e direcionado a Trípoli.

Zeidan foi substituído temporariamente pelo ex-ministro da Defesa Abdullah al-Thani, cujo mandato é renovável a cada duas semanas, até que um substituto permanente possa ser nomeado. "O governo se recusa a continuar como um gabinete encarregado dos assuntos do dia-a-dia com poderes limitados" e pode renunciar, disse o porta-voz do GNC Omar Hmidan, citado pela agência de notícias oficial Lana. "O GNC está examinando as demandas do governo."

O porta-voz do governo Ahmed Lamin confirmou que o gabinete havia pedido ampliação de poderes, mas negou que tivesse ameaçado renunciar. Fonte: Dow Jones Newswires.

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