Líbia já tem coisas que Iraque ainda não conseguiu

Em Trípoli há cada vez menos postos de controle e muitos funcionam apenas por formalidade. Nada parecido com as assustadoras barreiras nas estradas cheias de emboscadas de Bagdá, feitas por soldados americanos inquietos. Não se percebe muita tensão entre homens armados e a população, que elogia seus desorganizados libertadores. Comparada ao Iraque, a Líbia, com seis milhões de habitantes, é escassamente povoada e não sofre com as mesmas e profundas divisões sectárias. No entanto, tem muitas tribos e clãs, alguns com antigas rivalidades.

Patrick J. McDonnell, O Estado de S.Paulo

19 Setembro 2011 | 00h00

As pessoas por aqui sorriem para os ocidentais e agradecem a campanha da Otan. Mais lojas estão sendo abertas, as ruas têm movimento, famílias passeiam, lotam cafés e a cidade já tem água potável e energia elétrica - que ainda não foi completamente restaurada em Bagdá, oito anos após a queda de Saddam Hussein. As novas autoridades da Líbia prometem estender seu controle às cidades que ainda estão nas mãos de partidários de Kadafi. Enquanto o Iraque foi uma guerra de escolha dos EUA, dizem os líbios, sua rebelião contra Kadafi foi um conflito por necessidade.

É JORNALISTA DO "LOS ANGELES TIMES"

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