Líbia liberta equipe médica estrangeira após acordo com UE

As cinco enfermeiras búlgaras e o médicopalestino condenados na Líbia por infectar crianças com o HIVforam libertados nesta terça-feira, sob um acordo para melhoraras relações de Trípoli com a União Européia (UE). "Houve um acordo de cooperação assinado entre a Líbia e aUE para desenvolver e expandir a cooperação entre elas, o queinclui cooperação total e parceria entre a Líbia e a UniãoEuropéia", disse o ministro das Relações Exteriores líbio,Mohammed Abdel-Rahman Shalgam. A libertação após oito anos de prisão encerra o quecríticos da Líbia chamavam de escândalo de direitos humanos eretira uma barreira às tentativas do país do norte da África,isolado por muitos anos, de completar o processo denormalização das relações com o mundo. O presidente da Bulgária, Georgi Parvanov, concedeu perdãoàs cinco enfermeiras e ao médico palestino, que recebeucidadania búlgara recentemente, depois da chegada deles à Sófiaem um avião francês. Os profissionais médicos disseram que sãoinocentes e que foram torturados para confessar. "Nem sei o que dizer, vivi esperando por este momento",disse a enfermeira Snezhana Dimitrova, de 54 anos, ao encontrara família no aeroporto. Eles foram transferidos para Sófia depois que a UE -- àqual a Bulgária aderiu em janeiro -- fechou um acordo com aLíbia sobre ajuda médica e relações políticas. "Esta decisão abrirá caminho para uma nova e mais forterelação entre a UE e a Líbia, e reforça nosso laços com aregião mediterrânea e com toda a África", comentou a comissáriade Relações Externas da UE, Benita Ferrero-Waldner. A Bulgária e seus aliados em Bruxelas e Washington haviamdito que a manutenção da equipe em encarceramento prejudicariaos esforços da Líbia para sair de décadas de isolamentodiplomático, imposto depois que o Ocidente afirmou que o paísapoiava o terrorismo. Após o pagamento de centenas de milhões de dólares àsfamílias das 460 vítimas do HIV, a Líbia trocou na semanapassada as penas de morte contra os seis para prisão perpétua.Isso abriu caminho para a volta deles para casa, seguindo umacordo de troca de prisioneiros de 1984. Em 2003, a Líbia saiu de décadas de isolamento ao abandonarseu programa de armas proibidas. O país começou a abrir suasgrandes reservas de energia para empresas estrangeiras depetróleo, e os Estados Unidos disseram neste mês que enviarãoseu primeiro embaixador a Trípoli em 35 anos. (Com reportagem de Kremena Miteva e Tsvetelia Ilieva emSófia, William Maclean na Argel, Jon Boyle em Paris, PaulTaylor e Ingrid em Bruxelas)

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