Líbia liberta quatro jornalistas estrangeiros após suspender pena

Grupo foi levado para hotel em Trípoli e está bem; um jornalista sul-africano continua desaparecido

Agência Estado

18 de maio de 2011 | 14h20

O fotógrafo Manu Brabo conversa com o porta-voz do governo líbio Moussa Ibrahim

 

TRÍPOLI - O governo da Líbia libertou nesta quarta-feira, 18, quatro jornalistas estrangeiros que foram mantidos presos por várias semanas. Após a libertação, o grupo foi levado para o hotel Rixos, localizado na capital do país, Trípoli.

 

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Clare Morgana Gills, uma freelancer americana, disse que ela e seus colegas deixaram a prisão depois de um juiz suspender a pena de um ano à qual foram condenados por acusações de entrar na Líbia ilegalmente.

 

Segundo agências, o grupo se encontrou com um porta-voz do governo líbio, Moussa Ibrahim, após a soltura. Ibrahim convidou-os a permanecer na Líbia, mas disse que eles seriam escoltados até a fronteira com a Tunísia caso desejassem.

 

Os outros três jornalistas libertados são o americano James Foley, da GlobalPost, o fotógrafo espanhol Manuel Varela de Seijas Brabo, conhecido como Mabu Brabo, e o britânico Briton Nigel. Todos estão bem. Os dois americanos e o espanhol haviam sido detidos em 5 de abril na cidade de Brega. Já o britânico foi preso separadamente.

 

Também não há informações sobre o fotógrafo sul-africano Anton Hammerl, detido em 4 de abril. Segundo agências, contudo, o embaixador da África do Sul no país estava no mesmo hotel aguardando por ele.

 

Outros jornalistas já passaram pela mesma situação desde o início dos protestos na Líbia, como o enviado especial do Estado, Andrei Netto. O repórter ficou desaparecido por uma semana enquanto cobria os conflitos entre as forças do governo e o rebeldes que tentam derrubar o regime do ditador Muamar Kadafi, que já dura quase 42 anos. 

 

Com Dow Jones

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