Arquivo/Efe
Arquivo/Efe

Líbia liberta suíço preso há dois anos em meio a crise diplomática

Dois executivos suíços foram detidos em 2008 após filho de Muamar Kadafi ter sido preso

Associated Press,

10 de junho de 2010 | 19h55

TRIPOLI- A Líbia libertou nesta quinta-feira, 10, um executivo suíço preso por aproximadamente dois anos em meio a uma crise diplomática entre os dois países, disse um oficial e seu advogado.

 

Max Goeldi é um dos dois suíços presos na Líbia condenados por violarem leis de imigração depois da Suíça ter detido Hannibal Kadafi, filho do líder líbio, Muamar Kadafi, e sua esposa em 2008. O casal ficou preso por dois dias por baterem em uma empregada em um hotel de Genebra.

 

O incidente prejudicou as relações entre os dois países e a Líbia tomou medidas para protestar, como a suspensão de vistos para cidadãos suíços, retirada de fundos de bancos suíços, suspensão de fornecimento de petróleo e redução de voos para a Suíça.

 

O Ministério do Exterior suíço se recusou a comentar a libertação. Os dois executivos suíços foram acusados por operarem negócios ilegalmente. Rachid Hamdani foi absolvido e autorizado a deixar a Líbia em fevereiro.

 

O advogado de Goeldi, Saleh al-Zahif, disse à Associated Press que ele está em hotel em Tripoli e já se encontrou com oficiais suíços. Al-Zahif disse que seu cliente deve partir da Líbia na semana que vem, após finalizar seu visto de saída e outras documentações.

 

Um oficial da prisão confirmou a libertação em condição de anonimato, porque um anúncio oficial não foi feito.

 

A Anistia Internacional classificou a prisão de Goeldi como "politicamente motivada".

 

A Suíça, na ocasião, se desculpou pelo tratamento dado ao filho de Kadafi e se disse aberta a uma possível compensação como parte de um acordo, que foi abandonado após várias tentativas de libertação dos dois suíços terem falhado.

 

O líder líbio tem atacado a Suíça frequentemente depois do incidente. No mês passado, Kadafi disse que o país está agindo como uma organização criminosa e é envolvido em lavagem de dinheiro, assassinatos e terrorismo. Em fevereiro, ele conclamou os muçulmanos a lutarem em uma jihad contra os suíços.

 

A Suíça, em retorno, tentou pressionar Tripoli ao cancelar vistos de altos oficiais líbios para a Europa, mas foi forçada pela Itália e outros países com fortes relações econômicas com a nação norte-africana a voltar atrás.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.