Líbia pede nova trégua, mas rejeita saída de Kadafi

O governo líbio anunciou ontem que está disposto a negociar com a ONU e a União Africana um prazo para a adoção de um cessar-fogo no país. O primeiro-ministro da Líbia, Baghdadi al-Mahmoudi, no entanto, rejeitou os pedidos para que Kadafi deixe o poder.

AFP e Efe, O Estado de S.Paulo

27 de maio de 2011 | 00h00

Segundo o jornal britânico The Independent, Mahmoudi estaria pronto para enviar uma mensagem às lideranças internacionais propondo trégua, anistia e a discussão de uma nova Constituição. A Espanha confirmou ter recebido uma das cartas com a proposta de cessar-fogo, mas não foram revelados detalhes da mensagem. Outros governos europeus também teriam recebido a oferta.

O pedido foi divulgado no mesmo dia em que a imprensa britânica destacou que a inteligência da Grã-Bretanha tem informações de que Kadafi esconde-se de forma "paranoica", passa as noites em diferentes hospitais e lugares que não podem ser bombardeados pela coalizão liderada pela Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), que intensificou os ataques aéreos nos últimos dias. Outros oficiais do governo líbio também teriam parado de usar telefones celulares, para evitar interceptações.

Ontem, o governo britânico teria autorizado o início dos ataques com helicópteros Apache. As aeronaves devem facilitar as ações em áreas de difícil acesso, incluindo a procura pelo ditador. O chanceler francês, Alain Juppé, deixou claro que a coalizão não pretende matar Kadafi. "Não somos assassinos", afirmou.

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