Líbia promete continuar no 'caminho democrático'

Autoridades da Líbia prometeram nesta segunda se manter no "caminho democrático" em meio ao crescente desrespeito às leis no país. Dois parlamentares foram baleados após manifestantes invadirem o Parlamento de transição líbio.

AE, Agência Estado

03 de março de 2014 | 12h32

No domingo, manifestantes armados invadiram o prédio do Congresso Geral Nacional (GNC) na capital Trípoli e balearam e feriram dois legisladores. Em um incidente separado, um engenheiro francês foi morto em Benghazi, reduto rebelde no leste da Líbia.

"Asseguro a vocês que estamos comprometidos com o caminho da revolução de 17 de fevereiro e com a continuação do processo democrático", disse o presidente do GNC, Nuri Abu Sahmein, em discurso transmitido pela televisão, referindo-se à revolta que tirou Muamar Kadafi do poder.

Abu Sahmein afirmou que os ferimentos não representavam risco de vida para os parlamentares baleados, mas condenou o que chamou de uma "agressão flagrante ao alicerce da soberania legítima". Ele pediu aos ex-combatentes rebeldes que derrubaram e mataram Kadafi que protejam as instituições do país.

Segundo Sahmein, o congresso examina um roteiro para entrega do poder "o mais breve possível" a um órgão eleito. O GNC, eleito após o levante de 2011, provocou ira popular ao estender o seu mandato do início de fevereiro até o final de dezembro.

Após o ataque, o Parlamento interino se mudará para outro local. O legislador Hussein al-Ansari disse que o GNC realizará suas sessões em um hotel cinco estrelas no centro de Trípoli. Fonte: Dow Jones e Associated Press.

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